O primeiro “milestone” da indústria de microinformática, o Apple II, merece ainda hoje destaque pelos méritos de seu construtor, Steve Wozniak. O jovem e tímido engenheiro eletrônico que aos 20 anos de idade projetou, construiu e aperfeiçoou sozinho o primeiro microcomputador de fato, com teclado, gabinete, placa mãe e tudo mais que um microcomputador precisava ter para se tornar algo útil para as pessoas comuns. Impulsionado o tempo todo pelo seu arrojado e visionário parceiro Steve Jobs, levaram a computação para as massas. Os “moleques” detonaram! Não foram os primeiros a pensar nos microcomputadores, nem os fundadores dessa indústria bilionária, houveram pioneiros antes deles, mas mostraram como se faz! Deram dimensão e forma à microinformática com seus conceitos inovadores, sua capacidade de ignorar o impossível e muita determinação. Olhando o PC hoje dá para ver que a turma do hardware fez o seu dever de casa. O computador é objeto comum em nosso dia a dia, está presente em quase tudo que facilita nossa vida, é barato, potente e adaptável. Um sonho de futuro melhor realizado com tecnologia e chips eletrônicos, buscado a tempos atrás por jovens visionários cheios de idéias e sonhos. Um futuro rápido de inovações e conquistas e... “quebra paus”!
O domínio sobre o hardware dos PC não está mais nas mãos de seus criadores faz tempo, isso significa que proliferou-se, evoluiu para um eco-sistema autônomo, que prospera a passos gigantescos, movimentando todos os anos quantias bilionárias e mantendo uma indústria forte e moderna formada por inúmeras empresas. Hoje os computadores duram mais, são melhor construídos e mais econômicos. A indústria agora oferece novos formatos e opções, as redes ganharam o mundo e as ruas, a mobilidade tornou-se a palavra chave. Movida por tudo isso a indústria dos computadores entrega aos consumidores máquinas cada vez mais compactas em versões portáteis, os notebooks, que são produzidas e vendidas aos milhares. Pegando carona nesse conceito os desktops também aproveitam esse momento, hoje é mais barato produzir notebooks que desktops convencionais, afinal consomem menos energia, exigem menos manutenção e aproveitam a miniaturização das partes para reduzir os custos de montagem. Resultado, mais produção em massa e queda vertiginosa dos preços.
Porque ainda precisamos dos desktops? Não demorou muito para a indústria responder essa questão apresentando os PC's do tipo tudo-em-um (all-in-one). Exemplos de sucesso dessas máquinas são bem conhecidos, veja a Apple mais uma vez brilhando com seu iMac. Entram também nessa lista grandes fabricantes como Lenovo, Dell, IBM, e no Brasil temos a CCE e LeaderTech entre outros. Máquinas compactas produzidas com as mesmas técnicas e componentes dos portáteis, porém desenhadas para operar sobre as mesas dos usuários ao invés de transportadas em suas mochilas. Coloca-se um monitor maior, cpu integrada, remove-se a bateria e pronto, uma máquina de fabricação mais simples, design atraente, mesmo preço e igual desempenho. Mas para onde essa evolução levará a indústria do PC? Algumas transformações virão, basta pensar em como gastamos com nossos PC's hoje e como seria com os novos modelos. A indústria de monitores parece preocupada, se o PC já vem com monitor integrado à CPU, como convencer o consumidor a comprar monitores melhores depois?? Se a CPU é do tipo compacta e integrada ao monitor então o que motivaria o usuário investir em upgrades de processador, vídeo e etc?? Se já vem tudo empacotado numa solução pronta e dimensionada para cada perfil de usuário, o que acontece quando as necessidades desse usuário mudarem, troca-se a máquina inteira?? Como será a manutenção desses equipamentos?? Questões que todo mundo que usa ou tem computador se faz e que geram também muitas críticas negativas aos novos formatos. Bem, mas já não é assim com os notebooks? Se parece tão limitado e ruim, então porque compramos tantos deles??
Não dá para imaginar um mundo sem os desktops convencionais pois em muitos casos eles são o melhor formato para a expansão constante, além do mais, não atrapalham tanto assim a “arquitetura” da sala, nem incomodam tanto assim com seu tamanho. Exageros de um lado e narizes tortos de outro, os novos computadores vieram para marcar presença em nossas salas e escritórios, uma solução ágil, pronta e sob medida para diversas situações. Viva a compactação do desktop! Sejam bem vindos os “tudo-em-um”!

